top of page
constelacao-de-capricornio-ceu-estrelado-a-representando.jpg
constelacao-de-capricornio-ceu-estrelado-a-representando.jpg

Todo mundo é de fases!


Há alguns anos, escrevi um texto relacionando as quatro fases da Lua a quatro Deusas: Perséfone, Ártemis, Selene e Hécate. Esse texto se chama "2023 é de Lua" e está fixado no meu feed. Foi o texto mais compartilhado da história do meu Instagram. E me trouxe cerca de 10 mil novas seguidoras.


Old but gold, Bruxona.


Sabe, continuo gostando muito daquela associação. Mas, relendo o texto hoje, percebi que algo precisava ser complementado. Talvez seja culpa desta Lua Crescente em Escorpião, que não se contenta com a superfície e pede um pouco mais de profundidade...

Porque, se a Lua fala sobre a maneira como sentimos, existe uma pergunta que merece ser feita: o que a fase da Lua em que nascemos pode revelar sobre a maneira como amamos — e sobre a maneira como precisamos ser amadas?


"Mas, por que falar da Lua se é Vênus que é amor, Bruxona?"


Sim, eu sei, quando pensamos em amor na Astrologia, é muito comum pensarmos imediatamente em Vênus. E não está errado. Vênus fala de atração, prazer, desejo, valores e daquilo que nos encanta. Mas existe uma intimidade que pertence à Lua.


Ela fala das nossas necessidades emocionais, daquilo que nos faz sentir seguros e das respostas que surgem antes mesmo de conseguirmos racionalizá-las. É a parte de nós que precisa de colo — ainda que cada pessoa tenha uma ideia muito particular do que seja “colo”. E foi pensando nisso que comecei a enxergar a fase lunar natal como uma espécie de linguagem emocional do amor.


Eu sei, a ideia lembra As 5 Linguagens do Amor, de Gary Chapman, mas não estou propondo uma correspondência astrológica com as categorias do livro. Esta é uma leitura simbólica, construída a partir das quatro grandes fases lunares e dos arquétipos das Deusas que já utilizo há anos no meu trabalho.


E, claro, ninguém pode ser resumido à fase da Lua em que nasceu. Signo, Casa, aspectos e todo o restante do mapa importam. Mas experimente fazer duas perguntas:


Como eu demonstro que amo?

E o que me faz sentir amada?


Dito isso, voltemos a associação das fases da Lua com as Deusas e mergulhemos um pouco mais, para traduzir a forma de sentir...


🌑 LUA NOVA — PERSÉFONE

“Eu te amo quando compartilho minha sombra e aceito a sua.”


No texto original, associei a Lua Nova a Perséfone, Rainha do Submundo — e o Submundo ao inconsciente, aos mistérios, à intuição e àquilo que existe abaixo da superfície. Sua linguagem pode ser resumida em uma palavra: intimidade.


Há pessoas que demonstram amor permitindo acesso. Dividem com você aquilo que não mostram para todo mundo: pensamentos, medos, desejos, memórias e até silêncios.

Para elas, amar talvez seja dizer: “Existe um lugar em mim que quase ninguém conhece. Mas você pode ver. Em contrapartida, lhe aceito do jeito que você é.”


É verdade que as pessoas da Lua Nova volta e meia precisam se recolher, mas isso não significa necessariamente afastamento afetivo. Perséfone atravessa mundos. Às vezes, ela só precisa (re)visitar seu antigo lugar.


🌓 LUA CRESCENTE — ÁRTEMIS

“Eu te amo, mas continuo sendo eu.”


A Lua Crescente foi associada a Ártemis: a caçadora, protetora das meninas e dos animais selvagens — e a Diana dos romanos, tão importante para a Bruxaria italiana.

Aqui, amor tem muito de parceria e autonomia. É a pessoa que demonstra afeto incentivando: “Vai. Eu acredito em você.”


Participa dos projetos, celebra conquistas, ajuda a seguir adiante. Mas Ártemis precisa continuar com seu arco. Amar não pode significar desaparecer dentro do outro.

Talvez sua grande linguagem seja justamente encontrar alguém capaz de dizer:

“Eu quero ver quem você se torna.”


E é interessante estarmos falando disso justamente quando a Lua Crescente chega a 27°07′ de Escorpião. Escorpião pede que olhemos além do óbvio.

E deixa uma pergunta: até onde conseguimos aprofundar um vínculo sem confundir profundidade com posse?


🌕 LUA CHEIA — SELENE

“Eu te amo — e quero que você saiba.”


A Lua Cheia pertence a Selene, a própria personificação da Lua em sua luminosidade, ligada à fertilidade, ao amor e ao poder de criar ou romper ilusões. E aqui chegamos ao megafone. rs

Não estou dizendo que toda pessoa nascida na Lua Cheia vai subir num trio elétrico para declarar seu amor. Mas há uma diferença simbólica importante: a Lua Cheia é visível.

E sua linguagem pode passar justamente pela expressão.


Dizer.

Mostrar.

Celebrar.

Para essa pessoa, talvez não baste pensar: “Mas é óbvio que eu amo você!”

Não, meu amor. Diga!!!


Ela tende a oferecer amor tornando-o perceptível — e pode precisar reconhecê-lo da mesma maneira. Se a Lua Nova diz “entra no meu mundo”, a Lua Cheia talvez diga:

“Olha o tamanho do que eu sinto.”


🌘 LUA MINGUANTE — HÉCATE

“Eu não preciso anunciar para permanecer.”


E finalmente chegamos à minha turma. rs Porque, né? Para quem não leu o texto original, eu conto: nasci numa Lua Minguante.


E a Lua Minguante é de Hécate — a Deusa das encruzilhadas, da Magia, da Bruxaria e dos mistérios dos momentos de passagem.


A Lua Minguante um dia foi cheia. Já iluminou tudo. Agora começa a retirar sua luz do mundo exterior. Então não espere necessariamente de alguém que nasceu nessa fase que pegue um megafone e anuncie aos quatro cantos:


EU TE AMOOOOOO!


Você pode morrer esperando. rs (Alías, a minha mãe, nascida numa Lua Cheia, sempre reclamou disso sobre mim. Mas hoje ela reconhece: eu sou a filha que mais telefona para ela).


E é sobre isso, quem nasceu na Lua Minguante não grita o amor. A gente permanece, o amor é presença. E quando, em silêncio, percebemos.


Percebemos aquilo que você não disse.

Quando respeitamos seu silêncio.

Quando aparecemos numa encruzilhada da sua vida, para lhe trazer luz, daquelas tímidas da tocha, mas persistentes.


A nossa linguagem está menos na exibição e mais na presença.


Hécate talvez diga:

“Eu conheci você também na escuridão — e não fui embora.”


Enfim, mas assim como dei o exemplo da minha mãe, o B.O. na vida é exatamente

quando duas Luas distintas se encontram...


Aí o bicho pega. Pensa de novo no meu caso com minha mãe. Ela, Lua Cheia, eu, Minguante...


Ela pensa:

“Por que você nunca demonstra?”

E eu:

“Como assim eu não demonstro? EU ESTOU AQUI.”


Pronto. Temos um problema de tradução. E, de novo, isso não acontece apenas entre casais.


Pode acontecer entre mãe e filho, irmãos, amigos, sócios, colegas de trabalho.

Porque estamos falando de vínculo.


Uma Lua Crescente pode dizer:

“Vai. Eu sei que você consegue, vai, enfrenta!”

Enquanto uma Lua Nova gostaria de ouvir:

“Senta aqui. Me conta o que te assusta...”


E para ajudar a entender a si mesmo e o outro e como vocês podem se relacionar de forma harmônica sem se ferir por expectativas que não são atendidas

é que existe a Sinastria!


Sinastria é muito mais do que perguntar se “Áries combina com Libra”. Colocamos dois mapas para jogo para compreender o que acontece quando aquelas duas pessoas se encontram. Como sentem. Como se comunicam. O que cada uma precisa. Onde existe facilidade. Onde existe conflito. Onde uma toca na ferida da outra — e onde o encontro pode ser extraordinariamente potente.


E a Lua é apenas uma parte dessa conversa.


Observamos signo, Casa, aspectos e a maneira como a Lua de uma pessoa toca o mapa da outra. Entram também Vênus, Marte, Mercúrio e os demais elementos relevantes.

Porque uma relação não acontece entre dois signos.


Acontece entre duas pessoas inteiras.


E Sinastria não é só para casal. Pode ser feita entre mãe e filho, irmãos, amigos, sócios, chefe e funcionário ou qualquer relação que você queira compreender melhor, desde que tenhamos os dados necessários das duas pessoas. Confissões de Bruxa: fiz a minha com todos os meus filhos, com minha neta e faço com os meus amigos TAMBÉM e sempre!


Porque no fundo, talvez a pergunta mais interessante não seja:

“Nós combinamos?”


Mas:

“Como nós funcionamos juntos?”


Agora pense em alguém...


Escolha uma pessoa importante na sua vida.

Você sabe em que Lua ela nasceu? Aliás, você sabe EM QUE FASE DA LUA VOCÊ NASCEU?


Talvez você esteja esperando um megafone de alguém que passou a vida inteira dizendo “eu te amo” permanecendo ao seu lado ou oferecendo silêncio a alguém que precisa ouvir as palavras. Talvez vocês não tenham um problema de afeto...


Talvez tenham um problema de tradução.


E é justamente isso que me fascina quando coloco dois mapas lado a lado. Porque é muito mais do que apenas descobrir se duas pessoas “combinam”...


É compreender a língua emocional que cada uma fala. E traduzir isso para quem me traz esses mapas e ver o rosto da pessoa se iluminando ao me ouvir explicar, o coração aliviando e...


“Ah… então é assim que essa pessoa demonstra afeto...”


Cara, é muito gostoso. Enfim, se existe uma relação na sua vida que você gostaria de mergulhar fundo e compreender além do óbvio, venha para uma Consulta Astrológica comigo. Vai ser conversa para mais de metro e coração quentinho ao fim.


Agora, para o meu TCC... rs: me conta em que fase da Lua você nasceu, vai?!

 
 
 

Comentários


bottom of page