top of page

Sabia que as festas juninas tem origem pagã?


Todo mês de Junho é a mesma coisa: grandes festas no país inteiro celebrando os queridos Santo Antônio, São João e São Pedro. Pula a fogueira, bandeirolas, olha o balão! Uma comilança que estimula o dito pecado da gula, bonito de se ver! rs


Mas antes mesmo do cristianismo e do catolicismo se apropriarem dessas festas, elas já existiam. Vamos lá: hemisfério norte. Junho. Amada, simbora sair de casa e festejar o fim da friaca! É tempo de celebrar a colheita e comer até o cool fazer bico. E tome dança de acasalamento inspirada pelos Deuses, claro!, que nessa época também furunfam: Afrodite e Adonis, Isis e Osiris, todo mundo se esbaldando. É tempo de celebrar a abundância, a fertilidade e por quê não? OS CASAMENTOS? "Crescei e multiplicai-vos!"


Sabe Beltane? Com mastro, fitas, fogueiras, festejo da fertilidade... E Litha que vem na sequência? Tem fogueira, celebração da colheita... Que dor de cabeça, hein, para o cristianismo tentar pegar essas celebrações da natureza e colocar como cristãs...


Pega Santo Antônio, o franciscano bonachão e bota como casamenteiro - e o coitado até hoje sofre de cabeça para baixo, afogado, enfim... Pega São João, o Batista, do Carneirinho, primo de Cristo que nasceu 6 meses antes dele (mas será que Cristo nasceu em Dezembro mesmo?) e diz que a fogueira (que Izabel acendeu para avisar Maria) aquece os corações. E por último, S. Pedro, o apóstolo queridinho, o primeiro Papa, guardião das chaves do céu, coloca ele para fechar os festejos. Pronto, temos fertilidade, fogueira e até fidelidade canina a Cristo.


Mas agora que sua cabeça explodiu, digo, se abriu, será que na próxima festa junina você vai enxergar o mastro com as fitas coloridas de forma fálica? Pronto, a Bruxa vai ser excomungada. Talvez queimada... Oh, sina!


Mas é isso: comer da árvore do conhecimento continua nos expulsando do paraíso - da ignorância.


Com magia e afeto,

Bella!



 
 
 

Comentários


bottom of page